Caminhando e reformando….

Não tenho a pretensão com este blog; provocar  a fé de outros; a minha é que se encontra provocada; tenho certeza que não sou o único…
Desejo somente neste mundo de incertezas, andar tateando em meio as trevas,  achar e compreender rumo a plenitude do Deus absconditus (Is.45:15)… Desejo assim como eu (acordando)  levar alguns poucos a acordarem de seus sonos dogmáticos.
Vamos dia-a-dia dialogar a fé com a descrença, buscar os textos bíblicos tentar encontrar juntos as origens de nossa fé. Empreitada  não tão simples como pode parecer a primeira vista.
Quero pensar como Nietzsche; um texto ao se distanciar da pena de seu escrito abre a possibilidade de experimentar  toda a sua ambivalência, nem sempre ou sempre nem sequer sonhada pelo seus autores; nenhum deles tinha a pretensão de deixar os seus textos “como palavra de Deus”, queriam compartilhar o Deus da sua história.  Dialogar com eles tentaremos trazer “novas luzes” (longe de abraçar aqui o pensamento iluminista). Novas luzes a  nossa tão amalgamada compreensão do numinoso. Quem sabe não está aqui a primeira das provocação?
Não quero a companhia de quem, como vários tele-evangelistas tupiniquins estão cheio de verdades e certezas, aqueles acreditam que quanto mais alto berrarem os seus sermões, mais verdade o serão!
Mais uma vez sendo Nietzschiano, esqueceram de que as verdades são metáforas e como tais necessitam dia a dia serem “relidas e re-inventadas” quiçá quem sabe compreendidas… Posso cair no risco de ser um relativista; se querem me ver assim que seja, cansei de ser um rato de “igreja”, hoje usando a metáfora de um “amigo”, sou um ex-dependente de igreja; afirmação também ambivalente, que só pode ser compreendida dentro de sua relação vivencial. Deixem as pedras para os fariseus e publicanos.
Descobri a dura pena que a verdade não são afirmações dogmáticas que fazemos, mas a verdade cristã é uma pessoa e nela estão escondidos todos os segredos de Deus… Sendo ele mesmo Deus e Homem.
Vamos dialogar não com Dawkins e seus asseclas fundamentalistas de um ateísmo fechado e enclausurado em seus discursos vazios, em tese não são em nada diferente de qualquer talibã.  Vamos nos deliciar diante de um banquete das palavras de Nietzsche, Camus, Sartre, Feuerbach e tantos outros.
Poderia tê-lo nomeado filosófico (provocações), não o fiz porque muitas vezes os dois discursos se sobrepõem.  Difícil de se separar a Teologia da Filosofia, alguém já afirmou que a filosofia é a teologia secularizada. Mudaram seus caminhos ha muito; mas sempre dialogaram por cima do muro, até um dia poderem se olhar frente a frente novamente, não como servas; como irmãs.
Vamos?
A não ser que tenhas medo de ser rotulado de traidores da fé e hereges….
Abraços carinhosos a todos;
Willian E. Pereira
Sola Gratia

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