E fomos vencidos e destruídos, sem guerras

“Não é pois coincidência que grandes empresas de construção civil brasileiras e mesmo a Petrobras tenham sido terrivelmente prejudicadas por conta de procedimentos de corrupção mas que acabaram determinando praticamente as suas destruições”, escreve José Afonso de Oliveira, sociólogo formado pela PUC Campinas e professor aposentado da UNIOESTE.

 

Eis o artigo. 

Matéria do jornal Le Monde desmascara toda a operação Lava Jato e, mais do que isso, mostra, com a devida clareza, as ligações pra lá de suspeitas entre autoridades brasileiras e norte americanas.

Brasil conseguiu a proeza de organizar grandes empresas de caráter multinacional na área de engenharia e, por conta disso construímos grandes obras no Brasil e, mais recentemente fora do país, especialmente no continente africano e em áreas do Oriente Médio e da própria América Latina.

Também foram organizadas grandes empresas na área do agronegócio possibilitando nos transformarmos nos maiores produtores mundiais de soja e de proteína animal, ambos de grande necessidade para os grandes mercados globais existentes.

De alguma forma tudo isso foi possível também por conta de que os Estados Unidos estavam muito envolvidos nas suas políticas no Oriente Médio com as guerras do Iraque e do Afeganistão o que deixava de algum modo o Brasil livre para poder agir, o que realmente foi feito e com pleno sucesso.

Mas ainda temos a maior descoberta de imensos campos petrolíferos na camada do mar territorial brasileiro, no denominado pré-sal. A Petrobras é a única empresa do ramo detentora de tecnologia de exploração de petróleo em grandes profundidades marítimas.

O final do envolvimento do governo norte-americano nas guerras do Oriente Médio fez com que, a sua politica externa se voltasse para a América Latina, de um modo muito especial para o Brasil, conforme está revelado no Le Monde sendo do conhecimento público que durante o governo de Barack Obama a presidente Dilma Rousseff teve seus telefones particulares devidamente grampeados por funcionários norte-americanos.

Também há notícias do desaparecimento misterioso de um notebook da Petrobras contendo todos os dados da camada do pré-sal.

Somos informados que procuradores e juízes da operação Lava Jato tiveram contatos com funcionários do governo norte-americano sem qualquer licença de Brasília para isso, tanto quanto também existiram visitas de funcionários do governo norte-americano ao Brasil para contatos com operadores da Lava Jato.

Não é pois coincidência que grandes empresas de construção civil brasileiras e mesmo a Petrobras tenham sido terrivelmente prejudicadas por conta de procedimentos de corrupção mas que acabaram determinando praticamente as suas destruições.

Só para um comparativo a invasão dos Estados Unidos ao Iraque e a destruição completa de Bagdá abriu um grande campo de negócios para construtoras dos Estados Unidos e, claro, isso não tem nada de corrupção, imagina se tivesse.

Finalizando e deixando devidamente claro, a corrupção tem sim que ser investigada e seus responsáveis, devidamente comprovados e julgados, punidos conforme os ditames legais mas as empresas não podem, em nenhuma hipótese serem destruídas como foram as brasileiras.

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